quinta-feira, 7 de abril de 2011

Breve História da Ordem de Santiago em Portugal


Para
Para compreender o aparecimento das Ordens Militares é necessário ter consciência das mudanças que se ocorreram no momento histórico da sua criação. Nomeadamente o surgimento do movimento cruzadístico, associado à reforma eclesiástica, do novo monacato de Cister, e do novo tipo de guerreiro, o miles Christi[1]. Este arquétipo de soldado luta em nome de Cristo contra os seus inimigos, combinando a actividade guerreira, do mundo laico, com a motivação religiosa[2]. Esta dualidade única está impregnada nos freires das Ordens Militares, que sob um hábito religioso, seguido um conjunto definido de preceitos registados em texto[3], praticam a guerra santa.
Após a criação, no início do século XII na Palestina, das primeira Ordens Militares, da Ordem do Templo e de São João do Hospital, surgiram pouco depois na Península Ibérica, com intuitos semelhantes, a Ordem de Santiago e a Ordem de Calatrava. A primeira, sobre a qual nos debruçamos neste estudo, terá se formado a partir de uma confraria de cavaleiros, criada em 1160, ligada aos cónegos regrantes de Santo Agostinho[4]. Mais tarde, deste embrião nascerá a Ordem de Santiago, reconhecida pelo rei Fernando II de Leão em 1170, e obtendo a aprovação papal de Alexandre III cinco anos depois[5].
Em Julho de 1172 inicia-se a presença desta Ordem em Portugal, com a doação de Afonso Henriques da vila de Arruda[6]. Poucos meses depois este mesmo monarca, aquando da estada do mestre da Ordem, D. Pedro Fernandez, em Coimbra, dou-a o castelo de Monsanto aos santiaguistas, estabelecendo uma série de condições para manter a lealdade da Ordem perante si[7]. Em 1186 D. Sancho I, preocupado com a “continuidade da defesa da linha do Tejo”[8], doa aos espatários o castelo de Alcácer do Sal e as vilas de Palmela, Almada e, de novo, Arruda[9], espaços que se iriam perder com o avanço almorávida em 1191[10]. Em 1193 D. Sancho demonstra a sua confiança na Ordem, apesar das suas derrotas militares, doando-lhes a torre e os paços da alcáçova de Santarém e, em 1194, o edifício de Santos-o-Velho[11].
As doações régias que se seguiram serviram de recompensa pelos sucessos belicistas da Ordem na conquista de extensos territórios do actual Alentejo e Algarve. Entre estas vilas e castelos doados contam-se os casos de: Alcácer do Sal, em 1217, Aljustrel, em 1235, Sesimbra, em 1236, Alfazar da Pena e Mértola, em 1239, Aiamonte, em 1240, e de Tavira, em 1244[12]. Em 1145 os espatários juntavam à sua administração o castelo de Cacela, o padroado das igrejas de Alcácer do Sal, de Palmela e de Alhandra, e algumas terras no termo de Santarém[13].
Com o fim da conquista do segundo reino da coroa portuguesa, em 1249, feito em grande parte com o apoio das Ordens Militares, nomeadamente dos santiaguistas[14], afastou-se da fronteira nacional a ameaça muçulmana. Assim, as Ordens Militares deixaram de cumprir a função para a qual tinham sido instituídas, começando assim uma nova fase da sua existência.

Nos anos de 1271-1272 as relações da Ordem com o rei português, D. Afonso III, pioraram. Tal deveu-se aos diferendos sobre o padroado das igrejas do Algarve e ao conflito gerado pelo comércio de produtos agrícolas pelos moradores de Mértola, levando assim à renúncia da Ordem das “doações de Tavira, Cacela, Castro Marim e seus termos em favor de D. Afonso III”[15]. O que na realidade o rei português pretendia com esta situação era, prosseguindo a sua política de centralização régia, começar a ter controlo sobre os numerosos territórios desta Ordem, cuja administração se centrava em Uclés no reino vizinho e rival de Castela e Leão[16].

Mapa 1 Senhorios das Ordens Militares em Portugal após 1272.
Fonte História de Portugal, Direcção e Coordenação de Volume de José Mattoso, Vol. II
A Monarquia Feudal (1096-1480), [Lisboa], Circulo de Leitores, 1993, p.212.

D. Dinis prosseguiu o esforço de centralização régia do seu pai, iniciando os processos de separação da Ordem Santiago e de Avis das respectivas casas-mãe em Castela, e criado a Ordem de Cristo aquando da supressão dos templários[17]. Lutando contra a autoridade de um mestre estrangeiro, que tenderia a prejudicar o governo do reino, D. Dinis pede ao papa autorização para eleger um mestre nacional, pedido esse que foi acedido com a bula Pastoralis officci, do papa Nicolau IV, de 1288, escolhendo-se para o cargo D. João Fernandes[18]. A pressão diplomática castelhana em Roma leva à revogação da decisão anterior e ao despacho de duas bulas confirmando esta invalidação pelos dois papas seguintes[19]. A postura do rei português parece então ter-se pautado pela obediência a esta decisão da cúria romana, até ao ano de 1314, no qual se inicia um período de interregno, de dois anos, na cadeira de S. Pedro. Assim, D. Lourenço Eanes é escolhido como novo mestre para o ramo nacional da Ordem de Santiago, mantendo-se, apesar desta provocação, os esforços diplomáticos com a Santa Sé para obter a desejada anuição[20]. A embaixada portuguesa de 1218, liderada por Manuel Pessanha e Vicente Anes, expõe a má gestão da Ordem pela administração de Uclés e salienta a legalidade da bula que aprovou o mestre nacional para a Ordem, não conseguindo no fim convencer o novo papa, João XXII[21]. Este mesmo pontífice perante o desafio do novo mestre português, Pêro Escacho, que mandou elaborar os primeiros Estabelecimentos portugueses, em 1227, firmando neles que a supervisão da Ordem ficaria a cargo da realeza nacional, decidiu que este diferendo devia ser resolvido com os arcebispos de Braga e Santiago de Compostela no papel de juízes[22]. Tal acção não surtiu efeito, tendo os espatários nacionais, mesmo não sendo reconhecidos oficialmente, cortado todas as suas ligações ao ramo castelhano. A confirmação oficial desta “independência” dá-se em 1452 com a bula Ex apsotolice sedis de Nicolau V, já com a administração da Ordem nas mãos de familiares do rei[23].

Como foi referido anteriormente, com o fim da reconquista cessam as funções guerreiras das Ordens Militares, iniciando-se uma nova etapa na vida destas entidades religiosas. No caso específico da Ordem de Santiago, temos uma instituição com uma grande riqueza fundiária, possuindo enormes extensões de propriedade agrária[24] e uma ampla fronteira marítima, que facilitou o seu comércio com a Europa setentrional, e deu acesso à altamente rentável exploração salífera do Sado[25].
Esta sua dimensão senhorial é um atractivo para nobres ávidos de riqueza, que para além de garantirem a sua subsistência, asseguravam um tratamento privilegiado face ao foro civil em diversos crimes, como o de assassínio e de roubo[26].
Acompanhado estas tendências decorre a gradual laicização da Ordem de Santiago e a sua progressiva dependência do poder régio. O primeiro destes aspectos está patente nas alterações à prática do casamento, que autorizado desde 1175 tem os seus condicionantes modificados radicalmente, tornando-se menos exigente, e no fim do voto de pobreza, que principio com o fim de jejuns regulamentados na normativa, permitindo-se depois que os freires pudessem possuir bens móveis e imóveis e outros artigos que se associam geralmente aos cavaleiros seculares[27].
A subordinação ao poder do monarca pelos santiaguistas inicia-se no reinado de D. Dinis com o estabelecimento de 1227. A partir deste momento, os soberanos iram ter influência na escolha dos mestres[28], tendo altos membros da Ordem na sua corte, que compareceram em cerimónias públicas[29], sendo também testemunhas em diplomas[30] e em casamentos[31], exercendo ainda cargos de prestígio, como o de embaixador[32], mantendo-se sempre a fidelidade da Ordem ao monarca em guerras, como a guerra civil de 1319-1324 e a guerra com Castela de 1336-1339[33]. Com a passagem do título de mestre para os membros da família real portuguesa, no século XV, e mais tarde centrando-se apenas na figura do monarca, com D. João III, a sujeição da Ordem de Santiago à coroa termina[34].


[1] Cf. Luís Adão da Fonseca, “Ordens Militares”, in Dicionário de História Religiosa de Portugal, Direcção de Carlos Moreira de Azevedo, Vol. I - J-P, 1ª Edição, Lisboa,  Círculo de Leitores, 2000, p.334.
[2] Cf. Idem, ibidem, p.335.
[3] Cf. Paula Pinto Costa, “Ordens Militares e Fronteira: um Desempenho Militar, Jurisdicional e Político em Tempos Medievais”, in Revista da Faculdade de Letras – HISTÓRIA, Porto, III Série, Vol. 7, 2006, p.80.
[4] Cf. Isabel Lago Barbosa, “A Ordem de Santiago em Portugal” in As Ordens de Cristo e de Santiago no Início da Época Moderna: A Normativa, Militarium Ordinum Analecta, Nº2, Direcção de Luís Adão da Fonseca, Porto, Fundação Engenheiro António de Almeida, 1999, pp.114-115.
[5] Cf. Fortunato de Almeida, História da Igreja em Portugal. Vol. I - Livro I - Desde a Fundação da Monarquia até ao Fim do Reinado de D. Dinis (1325). Nova Edição de Damião Peres, Lisboa-Porto, Livraria Civilização, 1967, p.149.
[6] Cf. Idem, ibidem, p.149.
[7] Cf. Humberto Baquero Moreno, “As Origens Militares na Sociedade Portuguesa do século XV: O Mestrado de Santiago”, in Revista da Faculdade de Letras - HISTÓRIA, Série II, Vol. 14, 1997, p.66.
[8] Cf. Paula Pinto Costa, ob.cit., p.82.
[9] Esta última vila tinha entretanto voltado às mãos da facção muçulmana (José Luís Martim, Origenes de La Orden Militar de Santiago (1170-1195), Barcelona, Consejo Superior de Investigaciones Cientificas, 1974, p.83).
[10] Cf. Fortunato de Almeida, ob.cit., p.149.
[11] Cf. Idem, ibidem, p.149.
[12] Cf. Pe Miguel de Oliveira, História Eclesiástica de Portugal, 2ª Edição, Lisboa, Europa-America, 2001, p.110. Em 1210, pelo testamento de D. Sancho I, sabe-se que os espatários já tinham incluído, de novo, Palmela nas suas possessões.
[13] Cf. Fortunato de Almeida, ob.cit., p.149.
[14] Cf. Leontina Ventura, D. Afonso III, Lisboa, Circulo de Leitores, 2006, pp.17 e 91.
[15] Cf. Paula Pinto Costa, ob.cit., p.85, nota 27. Ver Mapa 1 – Senhorios das Ordens Militares em Portugal após 1272, na página seguinte, para que se tenha a noção visual das áreas geográficas que se mantiveram na posse dos espatários após este conflito. situação.
[16] Cf. Idem, ibidem, p.85.
[17] Cf. Paula Pinto Costa, “As Adaptações das Ordens Militares aos Desafios da «Crise» Tardo-Medieval”, in Revista da Faculdade de Letras – HISTÓRIA, Porto, III Série, Vol. 5, 2004, p.146.
[18] Cf. Isabel Lago Barbosa, ob.cit., p.116.
[19] Cf. Fortunato de Almeida, ob.cit., p.151.
[20] Cf. Isabel Lago Barbosa, ob.cit., p.116.
[21] Cf. Fortunato de Almeida, ob.cit., p.153.
[22] Cf. Isabel Lago Barbosa, ob.cit., p.116.
[23] Cf. Idem, ibidem, p.116.
[24] Cf. Henrique Gama Barros, História da Administração Pública em Portugal nos Séculos XII a XV, Tomo I, Lisboa, Imprensa Nacional, 1885, p.369.
[25] Cf. Paula Pinto Costa, “Ordens Militares e Fronteira […], p.82 e 85.
[26] Cf. Fortunato de Almeida, História da Igreja em Portugal, Vol. II - Desde o Princípio do Reinado de D. Afonso IV até ao Fim do Reinado de D. João II (1325-1495), Nova Edição de Damião Peres, Lisboa-Porto, Livraria Civilização, 1969, p.149.
[27] Cf. Luís Adão da Fonseca, ob.cit., pp.346-347.
[28] Cf. Cristina Pimenta, “As Ordens de Avis e de Santiago na Baixa Idade Média: O Governo de D. Jorge”, Militarium Ordinum Analecta, Nº5, Direcção de Luís Adão da Fonseca, Porto, Fundação Engenheiro António de Almeida, 2001, p.36 e Humberto Baquero Moreno, ob.cit., p.68.
[29] CF. Bernardo Vasconcelos e Sousa, D. Afonso IV, Lisboa, Circulo de Leitores, 2005, p.170.
[30] Cf. Idem, ibidem, p.171.
[31] Cf. Idem, ibidem, p.194.
[32] Caso do Mestre de Santiago Fernando Afonso de Albuquerque e do seu papel no Tratado luso-inglês de Windsor (Paula Pinto Costa, “As Adaptações das Ordens Militares […], p.149).
[33] Cf. Paula Pinto Costa, “As Adaptações das Ordens Militares […], pp.147-148 e Cristina Pimenta, ob.cit., p.35. É relevante salientar que, no interregno de 1383-1385, a Ordem de Santiago apoiou o Mestre de Avis não só pela ascensão à coroa de um dos seus pares, mas também pela forte cumplicidade que esta entidade mantinha com a monarquia portuguesa, lutando para a manter separada da realeza castelhana (Paula Pinto Costa, “As Adaptações das Ordens Militares […], p.150).
[34] Cf. Luís Adão da Fonseca, ob.cit., p.336.

terça-feira, 5 de abril de 2011

Expugnatione Lyxbonensi - Relato Oficial da Conquista de Lisboa (Parte I)

De Expugnatione Lyxbonensi


Esta narração em forma de carta é de todos as descrições da conquista de Lisboa a mais detalhada[1]. Desconhecida do público letrado até 1832, chegou até nós através de um único exemplar[2], cuja análise paleográfica e diplomática permiti-nos aferir que data do período cronológico que abrange a segunda metade século XII e a primeira década do século XIII, ou seja, é coevo à acção que descreve[3].

O Relato da Fonte

Esta epístola inicia-se com o autor a explicar a sua intenção de contar os pormenores da sua viagem na frota cruzada em direcção à Terra Santa.
O autor começa por descrever a diversidade da origem dos cruzados, que se reuniram em Dartmouth, Inglaterra[4]. A partida desta massa humana, de treze mil soldados, para a Palestina realiza-se a vinte e três de Maio de 1147 em cento e sessenta e quatro navios[5].
Após um difícil temporal, os cruzados aportaram nas Astúrias e seguiram junto a costa, abastecendo-se em vários portos da Galiza, até chegarem, a dezasseis de Junho, à cidade do Porto[6]. Neste burgo os cruzados foram reunidos no paço do Bispo pelo próprio, que fez um longo sermão sobre a guerra de cruzada, traduzido nas várias línguas destes guerreiros, solicitando, no fim, em nome do rei português, o envolvimento bélico destes na tomada de Lisboa, em troca de dinheiro e de si como garante[7].
A descrição da viagem da frota até Lisboa é complementada com dados geográficos da costa portuguesa que findam com uma descrição de Lisboa, que reflecte a sua lenda de abundância e a sua diversidade habitacional[8]. A vinte e nove de Junho os principais líderes cruzados reúnem-se com o monarca português[9], que apela à sua cooperação nesta empresa não pelos bens materiais, que segundo o rei não abundavam nas suas terras, mas pela acção religiosa do feito[10]. Findada a reunião, os chefes reuniram-se com os seus grupos e discutiram a colaboração com o D. Afonso I[11], gerando-se algumas tensões[12] que após saradas resultaram num pacto escrito entre as duas partes[13].
Antes de se iniciar o cerco, o Arcebispo de Braga faz um discurso apelando à rendição dos mouros, prometendo que com a entrega da cidade os seus habitantes poderiam manter os seus haveres, as suas vidas e os seus costumes[14]. Com a resposta negativa do ancião mouro[15], os cruzados organizarem-se em três acampamentos à volta da cidade[16] e o cerco iniciou-se a um de Julho.
Durante as dezassete semanas que o cerco se manteve, os cruzados fabricaram várias armas de assédio, entre as quais se contam torres móveis, aríetes, fundas baleares e minas[17]. Edificaram-se também duas igrejas para enterro dos combatentes mortos no lado cristão, servindo os contingentes alemão e anglo-normando[18]. Também durante este período, os cruzados atacaram e conquistaram Almada[19], e interceptaram uma carta dos mouros de Lisboa, apelando ao socorro do seu “rei”, o líder da Taifa de Évora, Ibn Wasin, que se negou pelas pazes que tinha com D. Afonso I[20].
Antes do ataque final à cidade é proferido, após uma missa campal, um discurso de exortação à conquista da praça por um clérigo “franco”, que se faz acompanhar pela relíquia do Santo Lanho[21].
A fome e a inevitabilidade da derrota militar dos mouros trouxeram a mediação e a sua natural rendição[22]. Consequentemente, organizou-se a entrada solene dos vencedores na cidade, dirigida pelo arcebispo e pelos bispos, que levavam a bandeira da Cruz, cantando o Te Deum laudamus, sendo seguidos do rei e dos chefes cruzados, com alguns dos seus homens[23]. Transversal a esta entrada realiza-se outra, protagonizada por alguns soldados flamengos e colonienses, que não esperado pela divisão do saque, decidiram pilhar a cidade, matando e violando quem se lhe antepusesse no caminho[24].
Com a conquista da urbe, Palmela é abandonada pelos mouros, Sintra entregue ao rei português, e a sede episcopal de Lisboa é restaurada, a um de Novembro, com uma cerimónia de purificação da mesquita maior de Lisboa, levada a cabo por João Peculiar e os seus quatro bispos sufragâneos[25], sagrando-se também o seu novo bispo, D. Gilberto de Hastings, um cruzado normando[26].
A obra termina com uma reflexão sobre a conquista, descrevendo-se cenários de destruição da urbe e dos seus arredores[27].


[1] Entre outras fontes deste feito bélico destacam-se as fontes presenciais dos cruzados germânicos Arnulfo, Vinando e Duodechino, a Notícia da fundação do mosteiro de S. Vicente de Fora, os Anais de Afonso Henriques e a Gesta deste mesmo rei.
[2] Cf. Ruy de Azevedo, “A Carta ou Memória do Cruzado Inglês R. para Osberto de Bawdsey Sobre a Conquista de Lisboa em 1147”, in Separata da Revista Portuguesa de História, Coimbra, Tomo VII, 1957, p.5.
[3] Cf. Maria João Violente Branco, “Introdução”, in A Conquista de Lisboa aos Mouros - Relato de Um Cruzado, Edição, Tradução e Notas de Aires Nascimento, Lisboa, Veja Editora, 2001, p.9.
[4] Cf. A Conquista de Lisboa aos Mouros, p.55. Contam-se entre as várias nações presentes ingleses e normandos, liderados por Herveu de Glanville, Simão de Dover e André e Sahério de Archelles, flamengos e bolonheses, liderados por Cristiano de Gristelles, e alemães, liderados por Arnaldo de Aarscht.
[5] Todos os navios tinham um sacerdote e um conjunto de regras importante para manter a disciplina e o espírito religioso, provavelmente inspirados por S. Bernardo de Claraval.
[6] Cf. Idem, ibidem, pp.59-61.
[7] Cf. Idem, ibidem, pp.64 e 73. Viajam também na frota o Arcebispo de Braga, D. João Peculiar, e os bispos do Porto, D. Pedro Pitões, de Lamego, D. Mendo, e de Viseu, D. Odório (Joaquim Veríssimo Serrão, História de Portugal, Vol. I - Estado, Pátria e Nação, 3º Edição, Lisboa, Verbo, 1979, p.98).
[8] Cf. Idem, ibidem, pp.73-75.
[9] Cf. Idem, ibidem, p.81.
[10] Cf. Idem, ibidem, p.83.
[11] Cf. Idem, ibidem, pp.83-85.
[12] Cf. Idem, ibidem, pp.85-89. Que serão no caso dos ingleses saradas através do brilhante discurso de Herveu de Glanville.
[13] Cf. Idem, ibidem, pp.91-93. No qual os cruzados tinham o direito a saquear a terra, guardando os bens e pessoas capturadas, que podiam ser trocadas por resgate; o direito a ficar com as terras conquistadas, nas quais o rei apenas manteria o direito de apelação; e a isenção do pagamento de portagem para os despojos da guerra.
[14] Cf. Idem, ibidem, pp.93-97.
[15] Cf. Idem, ibidem, pp.97-99.
[16] Os alemães e os flamengos ficaram a oriente e os ingleses e normandos a ocidente da cidade (A Conquista de Lisboa aos Mouros, pp.85 e 103).
[17] Cf. Idem, ibidem, pp.107 e 109. É curioso referir que o autor do relato descreve sempre as armas construídas pelo seu grupo, o anglo-normando, como as únicas que obtiveram sucesso no cerco.
[18] Cf.. Idem, ibidem, p.107.
[19] Cf. Idem, ibidem, p.117.
[20] Cf. Idem, ibidem, pp.109-111.
[21] Cf. Idem, ibidem, pp.117.
[22] Cf. Idem, ibidem, pp.131. As condições dos vencidos resumem-se à troca dos seus bens pela sua vida.
[23] Cf. Idem, ibidem, pp.139.
[24] Cf. Idem, ibidem, pp.139. À semelhança da descrição do sucesso das armas de assédio, os perpretores desta entrada não oficial são sempre pertencentes a outras nações que não a do autor.
[25] Vide. Infra p.4, nota 9.
[26] Cf. Idem, ibidem, pp.141-143.
[27] Cf. Idem, ibidem, pp.143-147.

domingo, 3 de abril de 2011

Hasta La Vista Baby!

Foto Reuters 7/03/2011
Soldado Rebelde a "tentar" atingir um avião de khadafi.

Média e a não notícia - Parte I


Packs Temáticos Parte XI - DAVID BOWIE

   David Bowie - Life on Mars?   
  David Bowie - Changes    David Bowie - Space Oddity  

David Bowie - Heroes

Obrigado, se não fosses tu, não havia Raw Power (Iggy Pop and The Stooges)!!!

sábado, 2 de abril de 2011

As "Mudanças" ou as não Mudanças da Geo-Política no Norte de África




Ou Kadhafi sai ou viva a mais uma falhada operação plástica governamental na África mediterrânica (graças a uns pós de magia de condescendência ocidental). Ou como diria Estaline “It is enough that the people know there was an election. The people who cast the votes decide nothing. The people who count the votes decide everything.”


sexta-feira, 1 de abril de 2011

I've got a little black book with "her" poems in


T was a long parting, but the time
For interview had come;
Before the judgment-seat of God,
The last and second time.

These fleshless lovers met,
A heaven in a gaze,
A heaven of heavens, the privilege
Of one another's eyes. 

No lifetime set on them,
Apparelled as the new
Unborn, except they had beheld,
Born everlasting now. 

Was bridal e'er like this?
A paradise, the host,
And cherubim and seraphim
The most familiar guest.