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domingo, 31 de julho de 2011

nada mais para além do que um vázio de morte




Salvação, Europa de quem?
Amanha, diferente em quê?
Novos rumos, aonde e quais?
Mais sérios em quê, mas para quem vitais?

Inocência, bondade em quem?
Esperança, mais perto de que?
Ver para querer, querer sem ver

Que a verdade é quem está sempre a dever

Mais, mais, mais justiça para quem?
Maior fé, tolerância em quê
Sobretudo, sobressalta uma vida inteira a quem tudo falta
Dignidade, respeito em quê?
Mais direitos, certos para quem?
Há já tanto contra ti
Silêncio porquê, se nada lhes serve de álibi

Confidência, romance em quê
Emoção, mais sentida em quem?
Nada é grande, nada é forte, nada mais para além do que um vazio de morte

Salvação, mas futuro em quê?
Amanhã, mais livre para quem?
Há já tanto, mas não para ti
Calar mais porquê, se nada lhes serve de álibi

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Lento, tudo é tão lento

Xana  
As meninas boas vão para o céu, as más para toda a parte [1994]
"Lento"


Lento, tudo é tão lento
Falha a razão, perde-se alento
Tempo, estranho este tempo
Espera-se em vão, não me contento

Sim já gastei as sete vidas
Sim já nem me sinto perdida
Sim tudo é cansaco e tédio, sono em mim
Sim dá me (?) por fim

Lento, tudo é tão lento
Queima-se a voz, falha o momento
Tempo, estranho este tempo
Luta-se me vão, não me contento

Sim já gastei as sete vidas
Sim já nem me sinto perdida
Sim tudo é cansaco e tédio, sono em mim
Sim dá me (?) por fim

Lento, tudo é tão lento
Lento, não me contento