Disparates escritos no momento, com pouca qualidade e fluidez, sobre música, cinema e tudo o mais que me venha à cabeça enquanto me debato com 640 ideias desorganizadas ao mesmo tempo.
Certo e determinado senhor eleito para uma função governativa da nossa República Portuguesa, decidiu felicitar o premier e o povo chinês pela entrada no Novo Ano da Serpente. Até aqui tudo bem, é de praxe que na política se siga esta prática entre governantes de diferentes países, o problema, porque há um problema, é que a mensagem tem um tom tão efusivo em comparação a outras mensagens dirigidas aos cidadãos nacionais, que, em conjugação com a aquisição recente de tantos interesses económicos no nosso país, surge-me na cabeça esta ideia estúpida, de sermos um protetorado ou mesmo uma província chinesa. E se tal for verdade, os senhores no Conselho Europeu já disso sabiam para ter uma bandeira nacional com pagodes, invês dos castelos, ou seja, made in china.
Enfim, talvez nos avisem mais tarde, com alguma reforma educativa e com a necessidade de publicar um "Guia para TóTós para aprender Mandarim".
Com tantos "bons" estudos que são noticia hoje em dia, qualquer dia encomenda-se um estudo a uma empresa chinesa de brinquedos, daquelas que tem crianças a fazer brinquedos (ups, isto está errado, troquei ... ah não, é mesmo assim) e que usam tintas "saudáveis" (com chumbo e tal), para aumentar a taxa de natalidade. E o resultado será este:
Uma espécie de Barbie adolescente grávida, mas bonita, brinquedo obrigatório por lei para todas as meninas dos 4 aos 10 anos, para que se mentalizem que tem de engravidar aos 14 de modo a que em menos de 25 anos tenhamos mais contribuintes para pagar a crise.
P.S. Por favor, que ninguém com poder leia este post!
P.P.S. Ó meu Deus, ó meu Deus, ó meu Deus, não quero dar ideias brilhantes a nenhum desses "génios".
Cada vez que sei que o senhor ministro se vai dirigir ao país, tapo os ouvidos e começo a gritar tralálá bem alto, por enquanto a vizinha só chamou a polícia duas vezes, mas creio que vou passar uma noite na esquadra até ao fim do mês (talvez seja amanhã a partir das 21h devido à entrevista da Carnaxide TV).
Então a ministra mai nova do igualmente mai novo governo decidiu banir às gravatas do seu ministério (cuja designação é cansativa de dizer e chata de mencionar, por isso fica apenas para quem não sabe uma pista: hiper-mega-miscelânea sobre a qual sempre recaíram palavras de apoio nas campanhas eleitorais por parte do partido aZUL; "explicito" o suficiente para si? também acho que não), quer dizer porque não? Porque é que os seus talentosos correligionários, sempre apetrechados de uma bela indumentária ricamente confecionada em Itália, não podem abdicar da gravata para que se possa reduzir a temperatura do ar condicionado nas instalações do ministério no Terreiro do Paço e nos outros locais adjacentes dessa mega estrutura governativa? Quer dizer, é cientificamente testado que tal acto ajuda a reduzir a pegada de carbono humana, reduzindo também o cinzentismo estatal 10% e aumentado os índices de coolizidade pelos menos 14%.
Adeus gravatas cooliside nerd que o António Manuel Quintilhas Vasques Pica-Milho Frango* bem empregava para aumentar a moral e os níveis de coolizidade nos recursos humanos da Praça do Comércio.
Cêntimo a cêntimo reduzem-se os custos de electricidade do referido ministério ... não muito porque dos 10 mil funcionários do dito ministério apenas os de Lisboa é que ainda tinha de usar gravata, e se os ares condicionados forem tão bons como um bom político português, estes vão acabar por indicar no mostrador uma temperatura e gastar os mesmos quilowatts de electricidade (ou mais se se mantiver a analogia do político, que aqui é combinada com aquela coisa que ... hum, como definir? um tipo de pregão popular sobre o corrupto, um mau olhado que os eleitores projectam vocalemente nos cafés após as primeiras medidas que mexem com a sua carteira serem anunciadas pelos média) ... anyway baby steps, afinal de contas já aprenderam que os aparelhos não se desligam sozinhos em casa nem no trabalho (qual terá sido a duração dessa formação?), e se tal lhes acontecia não era a inovação tecnológica a fazer das sua, era mais a empreg... quer dizer, a mãe ou esposa que o faziam.
Em Novembro é provável que se faça um acordo com o IEFP para que os desempregados (já não agora nas estatísticas deste conceito) "contribuam para a sociedade" produzindo mantas e meias (tipo aquelas que algumas companhias davam nos voos transatlânticos), xailes e chouriços*1 (objecto cilíndrico de tecido preenchido por areia e colocado na base das portas para que o frio não penetre) para que a temperatura do ar condicionado não seja aumentada e se poupe ainda mais energia.
Babe sê também uma sex bomb de xaile no teu trabalho.
Já que se aprendeu a publicitar actos pouco significantes para preencher o já deprimente e aborrecido telejornal, porque não contratar uma mega vedeta das manhãs, ou quiça das tardes, dos 3º e 4º canais, para ser o spokesperson do governo, para tornar a coisa mais apelativa, do género uma tempestade de areia (já que é isso que nós querem arremessar para a vista) mas com confettis fuschia, laranjas, verdes, amarelos, azuis bebé e rosas (é sim diferente de fucchia, google it!!!).
* Não conheço ninguém com esse nome e espero que se exista não trabalhe no referido ministério ... sendo que se tal ocorrer não me processe. *1 A SÉRIO, ESPERO NÃO ESTAR A DAR IDEIAS A ALGUÉM QUE TENHA PODER DE INFLUENCIAR DECISÕES, OU DE AS TOMAR (MENOS IMPORTANTE!)
O médico mais conhecido de Portugal, reconhecido no mundo da política nacional como o "Sr.Quase", quase presidente da republica, quase presidente da assembleia da republica, quase deputado, desapareceu!? A pessoa em questão sofre de delírios de grandeza, reproduz péssimas e ridículas analogias sobre galinhas em debates políticos (quase de certeza escritas por ele) e afirma constantemente que "Dêem-me um tiro na cabeça, porque sem tiro na cabeça eu vou para Belém!". Se o encontrarem devolvam-no à sede da AMI, e por favor não tentem realizar o desejo acima transcrito. Obrigado
Fenómeno "especial de corrida" que ocorre na política dos States, que se caracteriza pelas sondagens favorecerem sempre os candidatos negros, facto inverossímil e verificável pelos resultados eleitorais. Em suma, a América ainda tem muita coisa a resolver (tal como nós) do ponto de vista "rácico" (eu bem sei que usar o termo raça tá fora de uso, e é politicamente incorrecto, e como tal posso ser acusado, por alguém mais "bizarro", da prática de racismo, mas é essa mesma prática à qual me refiro aqui), e a causa do fenómeno provém dos eleitores perante a "pressão" (experiência pessoal, ai a pressão, a agonia!) de um inquérito indicam na maioria dos casos o homem /mulher cuja pigmentação da pele é mais escura, Warum? Depois da descriminação acabar, do ponto de vista jurídico, criaram-se leis e uma nova estirpe de constrangimentos ... cof cof ...comportamentos sociais que servem para garantir a igualdade, mas que de facto acabam por criar, em muitos dos casos, mais mecanismos de descriminação (como foi a Affirmative action) e fomentar a hipocrisia social (welcome to politicamente correcto dot come).
De qualquer modo, este efeito não se sente em Portugal (ah, é verdade tem este nome, pois o primeiro senhor a sofrer com este fenómeno foi um democrata presidente de Los Angeles que quis ser governador da California) pois só há candidatos branquelas, e as esposas não determina resultados (acho eu, se não há alguns que nunca teriam maiorias absolutas!), mas por cá na busca de uma tez mais carregada surge o fenómeno "não vou votar que isso dá muito trabalho e eu trabalhei durante uma semana e quero ir à praia e nem com um pistola apontada à cabeça ia lá porque eles são todos os grandes f*£§os da P*+@ e uns R!/()&)**º+º--.º+ (etc ..)". Votar é um direito do cidadão e um dever cívico, nã há votinho nã há direito a queixas!
Pelos vistos este fenómeno nacional não terá afectado muito os portugueses, apesar do sol, mas quem sabe se a ideia de que o partido no qual vou votar vai ganhar, não me leve a Caparica, a mim e a mais uns tantos e depois pumba ... amanho-me (como aconteceu com o primeiro referendo do aborto).
P.S. Já votei, foi ao meio-dia (sacanas dos velhos e raios os partam na fila e os bicos de papagaio e a foto da neta).
Lá estava aquele bonito, pouco audacioso, e internamente previsível grupo de três meninos partidos a "guerrearem" nos média, como crianças distraídas numa sala de aula (na qual o professor não sabe/não pode ou não quer impor ordem), que ao mandarem aviões de papel (talvez submarinos nesta realidade) e a colar papeis nas costas dos colegas a dizer kick me, se exibiam em grande alvoroço, quando de repente apareceu um menino, o maior dos mais "pequenos" (mais propriamente partidos) e discriminados e lá conseguiu que o director da escola (mais propriamente um juiz) impusesse a ordem na sala, ou seja, todos os partidos vão ter direito a serem ouvidos. Cá vai mais uma catrefada de debates em catadupa, tvs a fazerem baicinho, pois afinal de contas as suas telenovelas e reality shows vão ter de dar mais tarde e afectam assim a sua excelente programação, políticos de primeira "linha" (ou será de primeira apanha? de qualquer modo são profissionais e tachados) a indicarem que o preenchido do "calendário de festas" eleitoral ser o factor para não se poderem reunirem com os outros, portugueses a descobrirem que existem mais partidos do que eles gostariam ou conheciam (o POUS ainda anda ai? bolas! só não ainda não vi um partido a incentivar o consumo de fast-food - não se riam que houve uma igreja evangélica pentecostal que teve o Partido da Vassoura a uns anos atrás) tra la la.
Jovem, se queres entrar no fantástico e excitante mundo da política nacional não sigas as tuas convicções, engana-te a ti mesmo e aos outros e escolhe uma Juventude dos 3 grandes (isso ou podes sempre partir cabeças e roubar estações de serviço incorporado numa das "secções de assalto" futebolístico que emanam pelo país como cogumelos, talvez tenhas mais futuro lá), pois o tacho não dá para todos, os vermelhos nunca lá chegaram, só mesmo se se unirem aos "outros" (e assim deixarem de existir) que agoram estão em baixo à espera duma "esparachadela" monumental dos 3 nos próximos quatro anos, para depois chegarem aos míticos 20% e negociar termos favoráveis (riso maquiavélico). Votares no partido das andorinhas, no partido do Aloe Vera ou no "ainda vamos ter um Duque como rei, só que é o do Loulé" será tão útil para ti e para a tua carreira como um buraco no meio da testa. Dá graxa ao teu chefe, vota no partido dele (a seta do Senhor) e se votares noutro não lhe digas (podes também se não gostares de qualquer um desenhar a cara do Chuck Norris e fazeres um quadrado com um X, afinal de contas votaste é isso é que importa para exerceres um cargo político ou uma profissão na "segurança" do Estado - Não, a sério eles vê isso!)
Não à abstenção, não ao voto branco, vota bem, vota mal (esta diferença vem da utilidade do voto que na minha modesta opinião não importa face às convicções das pessoas), mas vota, nem que seja nulo, e lembra-te um voto em Chuck Norris não é nulo, vale por cinco.
Um certo canal (o terceiro a contar do zero) apresenta agora uma espécie de rubrica diária sobre os truques "patéticos" dos políticos, ou melhor, técnicas-resultantes-de-estudos-científicos-para-apelar-ao-sentido-de-voto-do-eleitor-sem-que-para-tal-tenha-sido-feito-ou-dito-algo-concreto-em-termos-políticos, ou seja, marketing. Uns tiram o boné para falar na fábrica, outros pintam escadarias da Univ. Coimbra, outro sobe a uma árvore de fruto, outros ainda não conseguem fazer uma arruada a sério, mas fica na foto o líder rodeado de uma multidão (é uma questão de perpectiva!) etc etc etc (e para não dizerem que não falo do outro que foi mencionada, esse leva seguranças, POIS É QUEM É, e pelos apupos da multidão - facto que parece injusto falar nesta tipologia, neste marketing político, já que não é mencionada alguma prática).
Antes deste espaço de humor sardónico, tinha passado o comício político mais pequeno do mundo; uma casa um político, duas pessoas, 8 a 10 jornalista. O líder deste movimento político deve ter ficado orgulhoso quando decidiu fazer esta manobra política à qual designou de "comício", mas não devia já que pode ter aberto a caixa de pandora da política. Agora imaginem, tá um gaijo em casa, mais propriamente eu , que depois de oito horas de trabalho me batem à porta, e eu pergunto "Quem é?", ao qual respondem "Faz Favor!", mas faz favor o quê, se eu perguntou quem é, é suposto alguém identificar-se e não sair-se com uma frase de cacá como "faz favor", achas mesmo que vou abrir a porta, quem deve cair nisso são às velhotas. Anyway é melhor ficar como diálogo:
-Quem é?
-É o candidato do P**!
-Ahhhhh, ok, não quero, já tenho TV por cabo
-Mas não é Tv Cabo.
-Tá a vender religião, é que eu comprei três kilos cristianismo esta semana, não preciso de mais.
-Vá lá caro eleitor, tou aqui a porta com três jornalista um sorriso dentagar, um saco de plástico e uma caneta do meu partido, abre por favor para que eu possa debitar um texto previamente escrito por um assessor meu (ou mesmo gestor) cuja formação na área do Marketing e publicidade me garatirá o seu voto de sua esposa e da vizinha cusca do 3º direito, que continua a olhar para mim e o meu rabo desde que entrei no seu prédio.
-É pá não, vá mas é trabalhar. Mas trabalhar à homem, não é pertencer a nenhum quadro administrativo de alguma empresa multinacional.
-Deixe-me entrar e falar com 500 mil empregos de curto acção e efeito que vou criar para o nosso país.
-É pá para ficção, já tenho televisão por cabo, viva aos canais temáticos. P.S. è melhor sair daqui que eu acho que a velha do terceiro direito deve estar preparada para o apalpar e oferecer-lhe um beijo de língua.
E pronto, era mesmo isto que o duende alado do Sarkozy (alado pois claro! com a mulher que ele tem tem de tar no céu) queria para as próximas presidências, correr contra um Partido Socialista francês ainda mais fraco, debilitado e desunido. É o mesmo que se fazer uma corrida ao pé coxinho com um perneta, de duas pernas ... hum ... talvez a filha do Le Pen o lixe, já que os "nacionalismos" estão moda na união europeia (kudos Finlândia, acabaste por levar na ripa com um vídeo da câmara de Cascais e só respondeste com amor - se isso foi demonstração de superioridade, ficaste a ver navios, porque o mundo ocidental é mais macho mans, Rambos e CHUCK NORRIS).
E o problema é que o sacana do homem já fez este acto, no mínimo, vergonhoso durante a GRANDE CRISE FINANCEIRA de 2008, e com uma funcionária do FMI. Como é agora? Será defendido ou irá para rua? Pra rua nunca vai, tem, como diz o povo, tacho noutro sitio, tacho e ligações poderosas num mundo global e assustadoramente tentacular, que lhe permitiram com que a acusação de 2008 cai-se em saco roto com a demissão apresentada pela vítima. Mas agora não, não há rede de segurança no FMI e quase de certeza no PS francês; o povo tem memoria curta, os média adoram pânico e contoversia e o controlo de danos à credibilidade destas instituições é feroz.
Anyway, é bom que os empréstimos bancários desta entidade supre nacional não implique favores sexuais, porque se tiver quem assina [os acordos] é que dá corpo ao manifesto!
Há por ai, um certo líder, de um certo partido, que certamente quer ser primeiro-ministro, que se saiu com mais um dito certeiro, no seu pé. Pois bem, nada mais do que a "grande e nobre" dos classe dos juízes ter acima deles um gestor. Certamente, ideia fabulosa, que vem de alguém que só sabe "ser" gestor. Pois bem, não infletindo para um partido ou o outro (ou, já agora, para qualquer um que exista a beira mar plantado), a verdade é que não pensar antes de falar geralmente dá trampa, e este senhor deve adquirido os direitos para a utilização da frase "Cada Cavadela, Cada Minhoca", para titulo da sua auto-biografia antes mesmo de perder as eleições, tudo, claro, aconselhado pelo seu gestor.
Ou Kadhafi sai ou viva a mais uma falhada operação plástica governamental na África mediterrânica (graças a uns pós de magia de condescendência ocidental). Ou como diria Estaline “It is enough that the people know there was an election. The people who cast the votes decide nothing. The people who count the votes decide everything.”
Sarkozy, porque não te gramo, nem com molho de tomate?
Já não bastava pertencer ao partido herdeiro do partido herdeiro da tradição Gaulista, ou seja, dark forces (o equivalente francófono ao Partido Republicano do E.U.A - Insert evil laugh here), ter logo aquela maquina propagandista por trás dele [capaz de eleger qualquer austríaco residente na Alemanha durante a primeira metade do século vinte, que concorre a várias eleições acabando por ser eleito democraticamente, possuindo também ideias extremistas e um bigode engraçado
(Bolas julgavam que eu tava a falar do HILTER ... este senhor da foto é presidente da câmara na Baviera e tem de ter pelo menos uma ideia exterminada, quer dizer, olhem para o bigode!!!!)], ter casado com uma modelo que acha que é um excelente interprete musical [Carla Bruni], tinha também, vossa senhoria, que impor uma lei a um determinado sexo num certo grupo cultural/religioso só porque se acha um Dom Quixote de la Mancha (o que já por sim não é abonatório, sendo este uma ridicularização dos princípios cavaleirescos - apesar de pensar nele mais como Rucio, o burro de Sancho Pança), a abolição do uso público da burca e do niqab pelas mulheres islâmicas (chegando mesmo ser o primeiro presidente da república em 100 anos a dirigir-se a ambas as câmaras da assembleia nacional francesa para falar de um só assunto, este assunto).
Bem tudo isto começou, o meu pequeno ódio por este homenzinho, em 2007 durante as eleições presidenciais francesas. Quer dizer olha-se para Portugal e observa-se como dinâmico e cativante é a política nacional, e como tal centrei a minha atenção sobre Sarkozy e Royal, nos últimos cartuchos da campanha etc ... estava a gostar e apoiar a Ségolène Royal, candidata do partido socialista, até que fiquei "parvo" (e sim isso acontece-me muito, por isso não vale a pensa salientarem este aspecto) quando no penúltimo ou no derradeiro dia Sarkozy começa com uma provocação que é traduzível com a seguinte ideia: "ai, ela tem útero logo é histérica". Bem, isto demonstra o calibre do sujeito, certo? E depois, veio a Time no primeiro nº de Maio, e depois veio um post da Rita no seu Blogue, tudo em seguimento do esforço que esta personagem está a ter em passar legislação para proibir o uso de roupas que cobram na totalidade o corpo da mulher muçulmana.
O.k., Sarkozy durante a sua carreira política, no período em que foi ministro do anterior, lá empenhou muito seu esforço para criação de uma organização que representa-se a nível nacional os muçulmanos do país, boas intenções? rapaz simpático? ou rapaz acagaçado? A última, o sujeito tenta alterar uma lei FUNDAMENTAL (que regula as relações do estado com entidades religiosas) de modo a que o estado possa fornecer apoio financeiro a mesquitas, para estarem menos dependentes de apoio externo. Medo de terrorismo? Medo de quem POSSA (mente de Sarkozy) ter dado apoio moral ao pessoal que queimou carros e demonstrou a sua insatisfação de forma violenta nos arredores de Paris? Essencialmente ... MEDO. Se a frenologia fosse uma ciência, e se a seguir-mos, como Sarkozy a deve seguir, observa-mos que a caixa craniana de Mr. Bruni demonstra que ele é ... como direi ... um fraco exemplar da classe política francesa e como tal tem de fazer algo para se destacar, tal como outros minorcas da história contemporânea do continente europeu - um francês que tinha problemas de estômago, uma mulher promíscua e que tentou conquistar a Europa e outro alemão, que comia comida vegetariana, que percebe Nietzsche tão bem como eu e que tentou conquistar a Eu-ro...pa, BOLAS SARKOZY VAI QUERER CONQUISTAR A EUROPA COM OS SEUS TACÕES DO PODER (a versão dele de conquistar a Europa consiste em obrigar todos os países da União Europeia a comprar 18 mil cópias do último cd da mulher, 30 mil no caso da Grécia, isso se quiserem apoio da França, e também proibir a burqa em todos os estados membros).
Então vamos esgrimir argumentos: A burca, o niqab e o xador são peças de vestuário que cobrem a mulher da cabeça aos tornozelos, e cujo o seu uso é considerado, pelos apoiantes desta medida, um exemplo do aumento do islão extremista em França e um desafio à sua tradição secular, representado uma rejeição e um afastamento dos dos princípios francófonos, além de violar a dignidade da mulher. Esta é a caracterização que Bruce Crumley fez em France and the Veil na Time de 3 de Maio, mencionado também que os apoiantes dos direitos das mulheres achavam que a medida iria ser contraproducente, agudizando, na minha opinião, a relação desta comunidade, que já se "isola" devido a princípios religiosos e identitários, com o resto dos "franceses". Causando-se assim tensões dentro de ambos os grupos e entre eles.
Em suma, se queres impor os princípios da república francesa a todos os habitantes do território, ou melhor, os princípios que tu julgas serem os da V República, tens de ter em conta o seguinte: nem todos são católicos, nem todos são baixos como o Tom Cruise ou o João Moutinho, nem todos estão casados com modelos franco-italianas (que assassinam poemas de Emily Dickinson nas suas "canções" - ia-lhe chamar um nome muita feio agora mas não o faço, guardo-o para a review do seu 2º LP - insert evil laugh part II), alguns são portugueses, outros húngaros como o teu pai, outros libaneses, argelinos, que tem mães, irmãs e esposas que usam roupas que demonstram a sua religião e cultura, seguindo uma opção pessoal, não imposta ... diversidade, respeito pelo outro, pela diferença, não são só palavras ocas gritadas no mundo actual do politicamente correcto, são princípios do mundo ocidental, e vens cá tu apresentar as tuas crenças como se fossem universais e melhores que as minhas, como se a solução de todos os problemas fosse o follow my lead ... "eu ensino-te, pois tu estás errado, tadinho não sabes nada". Não sei porquê isto soa-me demasiado a White Man´s Burden do Kipling.
E mais, Sarkozy deve com esta medida é querer aumentar o número de possíveis senhoras engatáveis no território francês - isto apesar de eu achar que independentemente de uma mulher andar a circular durante anos com um traje limitativo do campo visual, possa alguma vez achar aquele senhor atractivo - é caso para dizer "Ganda Noia!"
Ai Sarko, muito gostas tu de rabos de saia, talvez um dia percas para um nas presidenciais.