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terça-feira, 8 de junho de 2010

Eu sou Invisível

Será que sou mesmo? As pessoas partem mesmo do principio que eu é mais um anexo, um boneco sem capacidade cerebral própria, um autómato que segue o que lhe é indicado, quer dizer ... bolas ... dê-me algum crédito pelos meus erros. Tem problemas? tudo bem; não querem falar? tudo bem; agora não projectem em mim o que não fiz por associação por terceiros, que aparentemente nada fizeram(e confio que sim); nem me digam depois ups; assumam o "conflito", comuniquem, troquem ideias, gritem, expludam, manifestem-se ... por favor (suspiro).
Palavra de honra que não percebo as "mulheres" (diz-se sempre homens, muda-se aqui e faz-se trocadilho - eu devia estar a explicar isto???), e se tivesse um curso de psicologia ou psiquiatria mais confuso e frustrado estaria, e pronto como estou assim cá vai Mler if Dada para animar.


Apenas para ser ouvido/ For listening purpose only!

Mler If Dada
Espírito Invisível [1989]
"Erro de Cálculo"

A luz branca do meio-dia/ Levou-me a andar no ar/ Subi ali a voar/ Ouvi o que me dizia// Assim que o sol começou a brilhar/ o vi o que não via/ Vi como a vida só se construía/ Com gente a circular// Ah! Um erro de cálculo/ Ah! Um erro de cálculo// Se mo tirassem ... Ainda o via/ Se mo deixassem ... Não mais temia/ Se me dissessem ... Desconfiava/ E se mo dessem ... Não lhe pegava// Oh My sweet and tender love/ You´re so far away/ Far from here, I´m so alone/ It´s a long, long way// A luz negra ao deitar/ Lembrou-me o fim do dia/ Não vi nada enquanto ia/ Cantado ao Luar// E quando a luz se apagou havia/ Um espírito a vibrar/ Que tanto espanto pôs no meu pensar/ Enquanto eu ainda sorri// Ah! Um erro de cálculo/ Ah! Um erro de cálculo// Se o chamassem ... Ele não ficava/ Se o explicassem ... não mais andava/ Se o quisessem ... Ele gostaria/ Se o matassem ... Eu morreria// Oh My sweet and tender love/ You´re so far away/ Far from here, I´m so alone/ That´s why I´m so afraid// Subo ... devagar ... Se te queres matar, mata-te/ Eu sou invisível!Depressa/ Eu sou invisível! Ou Devagar

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Comme je n´y connais pas vraiment grand chose alors ça me fascine parce que je ne sais pas grand chose

Nos longiquos anos oitenta, quando os Amigos do Gaspar foram feitos, o Rui Veloso era magro, Portugal entrava na CEE (1 e 2), Álvaro Cunhal dava ordem para votarem no Bochechas (não tenho video disso mas deve ter sido um sapo de todo o tamanho), houve um projecto musical inovador em Portugal (não lhe chamo de avant garde ou algo do género porque etiquetas tem os frascos de compota), entre tantos outros que infelizmente só passaram por nós. Mas este deixou dois grandes LPs, uns singles muito bons e contava com alguns nomes que talvez conheçam, casos de Anabela Duarte e Nuno Rebelo (autores de muita coisa boa, tipo isto no caso do Sr. Rebelo). E fica aqui um "cheirinho" das Coisas Que Fascinam, LP de 1987



Apenas para ser ouvido/ For listening purpose only!
Valete (de copas)

Deboche ouve-se aqui/de beijos enches-me a mim/dá-me notas bem, dá-me notas no ar/eu sinto som, acção de mais.

Meu querido amigo, ai como és bom!/ai como eu quero ser má/Meu querido amigo, ai como estás bem!/ai como eu quero estar mal.

E leva assim meia hora/andei irei gente aura/lamento ai onde cai/da selva onde quero ir

Letra: Nuno Rebelo; Música: Kim, Nuno Rebelo.

P.S. Talvez não seja o melhor tema para apresentar este projecto fascinante a alguém, podia ter arranjado algo mais conhecido e mexido, ou simplesmente maluco, mas c`est lá vie!